Recomeçar como a primavera

855
Fotografia © Carina Mauricio | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Mudar de lugar, de trabalho e de pessoas é uma oportunidade para recomeçar.

É como começar a escrever um novo capítulo do livro da minha vida. Uma nova folha. Uma página em branco.

É como um novo ciclo de vida. Uma nova estação. Mudar sabe a primavera. Depois das provações do inverno, dos ventos, das tempestades, eis que chega a primavera para nos encher com um novo brilho. Depois dos dias cinzentos passados, uma nova vida sabe a renovação. As folhas novas e as flores a despontar, num colorido que enfatiza o sentido de viver.

Assim, sabe a mudança. Um novo viver.

É necessário, antes de nada, e mais uma vez, desapegar dos bens materiais e colocar apenas o essencial numa mala. Como é possível colocar a nossa vida numa mala de viagem? É possível se a nossa vida não se limitar a bens, mas sim a sentimentos,  vivências, momentos, recordações… Tudo isso cabe em nós. E vai connosco para qualquer parte do mundo.

Depois, vem a adaptação a um novo lugar, a novas pessoas, a um novo trabalho, a um novo clima. A novas formas de viver.

E, nestas mudanças todas, tentas retomar coisas que te fazem bem. Procuras novos amigos para conviver, um novo ginásio, um novo trilho para caminhar. Procuras coisas novas que te inspirem a escrever. Tens um novo lugar para conhecer e fotografar. E tudo isto inspira nos primeiros tempos.

Tentas distrair-te das saudades e do peso da decisão, com as coisas boas deste recomeço.

Sabes que podes ser tu na tua verdadeira essência. Porque ninguém te conhece. E tens oportunidade de te dar a conhecer sem medos. Podes fazer uma nova história com estas pessoas, com este lugar.

Não estás feliz com a tua atual vida? Mas tens dúvidas quanto aos benefícios de uma mudança? Só te posso dizer: vai e experimenta! Não tens nada a perder. E o que podes ganhar é imenso.

Comments

comments

PARTILHAR
Artigo anteriorAs pessoas não aparecem na nossa vida por acaso
Próximo artigoQuero-te aqui comigo, já!
CARINA MAURÍCIO, a fotógrafa
É budista e conservadora-restauradora. É de riso e choro fáceis. Tem tanto de sensível, quanto de corajosa e lutadora. Adora fotografar, jogar ténis e viajar. Viciada em comida, é fã de comida italiana. Gosta de dormir, de café, de chocolate. Dançar? Pode ser a noite toda. Mas também gosta de ficar na ronha, em casa, entre filmes e pipocas. Adora o som da chuva a cair no inverno e o som do mar em dias de verão. Campos floridos enchem-lhe o olhar, assim como as cores das folhas do outono. Apaixona-se facilmente e é uma apaixonada pela vida. Uma geminiana pura.