Longe da vista, mas perto do coração

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Fotografia @ Pixabay | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Perdi a conta ao número de noites mal dormidas e ao número de vezes que acordei a pensar em ti. Talvez, na realidade, nem sequer tenha chegado a adormecer.

Mas, desde que decidiste levantar as velas e zarpar, firme e decidida para lá daquela linha que separa o céu e o mar a que chamam horizonte (mas que eu prefiro chamar de saudade, porque, depois de deixar de te ver, é esse o sentimento que se apodera de mim), depois desse dia, sinto um vazio imenso, uma falta enorme do teu abraço, do teu aconchego, dos teus cabelos na minha cara e da tua respiração ao meu ouvido.

Mesmo quando não estavas, eu sentia tudo isso, porque, quando duas pessoas se amam, a distância física não importa nada. Embora longe da vista, no caso do amor (e ao contrário do ditado popular), é sempre perto do coração.

Neste momento, nem uma coisa nem outra. Pensaste que era o melhor para ti, dona e senhora do teu destino, do leme do barco a navegar no oceano da vida onde achas que não precisas de ninguém.

Embora doa, sabes que no peito vais sempre encontrar o teu porto de abrigo, onde podes desembarcar as tuas mágoas e onde te devolverei o sorriso que sempre me fascinou.

Aguardo o teu regresso com a ânsia de te ter nos meus braços de novo, de sentir novamente o cheiro do teu perfume que altera a essência do meu ser.

E, depois de tudo, que a próxima viagem seja a dois, para onde a corrente nos levar…

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CARLOS MIGUEL LOPEZ, o aviador
Ele é um rapaz aventureiro, lutador e meio... bem... despassarado. Gosta da natureza, de explorar, de viver e sobretudo do mar, onde encontra o seu «eu» e a sua inspiração. Adora também voar e sentir-se livre. É um aviador porque não consegue estar com a cabeça num só lugar.