Obrigada, Mãe, por seres tudo!

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Fotografia © Carina Mauricio | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Carina Mauricio | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Mãe, tu és uma flor. Aliás, és um jardim. Tens em ti as características e a beleza de cada uma delas. Impossível associar-te apenas a uma. Seria muito limitado, perante a força da natureza que és.

Resistes aos ventos, às tempestades, às chuvas, para depois mostrares todo o teu esplendor em dias de sol. Sempre linda, resistente, cheirosa e a irradiar felicidade.

Mãe, és a beleza perfeita de uma camélia branca, és a grandiosidade de uma coroa imperial, és a pureza de uma orquídea.

Tens em ti a graça de um jasmim, a gentileza de uma margarida, a sensibilidade de uma mimosa. Representas a humildade do jacinto, a força de carácter de um gladíolo e a lealdade de uma violeta.

Mãe, sempre que preciso, transmites-me a sabedoria da iris, a persistência do rosmaninho, a esperança da tulipa. Sempre que preciso, és cada uma destas flores no jardim da minha vida.

Ensinas-me a ser como as rosas, de todas as cores, lindas, delicadas e cheirosas, sem renunciar aos meus espinhos. Tal como só elas sabem fazer. São a mais poderosa das flores e, ainda assim, vivem em harmonia perfeita com eles. Tal como tu, Mãe, me ensinas a ser perante as adversidades da vida. Poderosa. A transbordar amor pelas pessoas que me rodeiam, paixão pela vida e dedicação em tudo aquilo que faço. Tal como as rosas. Tal como tu, Mãe.

Se há dias em que me pareces frágil como um dente de leão, ou delicada como uma papoila, noutros és como um jarro branco, puro e firme. Há dias em que pareces um girassol de tão brilhante que és. E outros ainda em que és um amor-perfeito, de várias cores, representando as recordações de tudo o que já vivemos.

Não importa qual a flor que melhor te caracteriza. Tens em ti as qualidades, as cores, as texturas, o perfume de cada uma delas. E sempre que volto a ti, Mãe, é voltar a respirar ar puro no jardim colorido e perfumado que és tu. Porque, independentemente do quão rigoroso foi o inverno, a primavera volta sempre a florir a minha vida.

Obrigada, Mãe, por seres tudo!

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CARINA MAURÍCIO, a fotógrafa
É budista e conservadora-restauradora. É de riso e choro fáceis. Tem tanto de sensível, quanto de corajosa e lutadora. Adora fotografar, jogar ténis e viajar. Viciada em comida, é fã de comida italiana. Gosta de dormir, de café, de chocolate. Dançar? Pode ser a noite toda. Mas também gosta de ficar na ronha, em casa, entre filmes e pipocas. Adora o som da chuva a cair no inverno e o som do mar em dias de verão. Campos floridos enchem-lhe o olhar, assim como as cores das folhas do outono. Apaixona-se facilmente e é uma apaixonada pela vida. Uma geminiana pura.