A aldeia está tão fria

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Fotografia © Felix Russell-Saw | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Felix Russell-Saw | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

A aldeia está tão fria.
Vazia a rua onde estou.
Toda a gente adormeceu,
Mas algo meu despertou.

Estou sozinho não me sinto.
Minto se tentar fingir.
Finjo se minto e então sinto
Que apenas quero iludir.

Daqui não quero sair.
Viver é esperar a morte.
Morro, me elevo talvez,
Sonho e deixo-me à sorte.

Morte ou vida não há.
Há apenas sensação.
Escrevo o que pede o mundo.
Escrevo de alma e coração.

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DIOGO SILVA, o D(eu)s
Estudante na Faculdade de Letras de Lisboa, a escrita sempre foi uma paixão desde novo, mas, apesar disso, antes das letras foi a cozinha que passou no seu percurso, tendo concluído o curso de cozinha/pastelaria em 2010. Atualmente, além da escola, divide o seu tempo entre o futebol e a página de escrita que gere.