Não deixes acabar!

1927
Fotografia © Alvin Mahmudov | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Alvin Mahmudov | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

O amor é um sentimento nobre e que nos permite viver em plena felicidade. Contudo, por estranho que pareça, tem uma ligação muito forte à dor! Sofrer por amor é destruidor para o ser humano, mas também uma aprendizagem.

Tenho um amor daqueles que nos preenche num todo! Mas, por vezes, dói, porque os corações não vivem lado a lado. Tenho medo que se perca o melhor de nós. Deste amor que tanto nos ensinou a ver o melhor e o pior do nosso interior.

Não quero viver mais sem ti! Não quero passar noites sozinha! Não quero ter fins de semana sem planos a dois! Não quero ter ilusões de umas férias contigo para, depois, não as ter! Porque preciso de carinho, atenção e amor de forma diária, mas que os sinta de perto e não só através de mensagens ou de telefonemas.

Não gosto de sonhar e de fazer planos para que, depois, fiquem eternos numa folha de papel. Alguns foram já concretizados. Admito! Mas sempre com a necessidade de escondê-los.

Por isso, quero concretizar todos os que ainda faltam, mas com certezas, determinação, ambição e coragem. Quero que sejam reais e que não se escondam com medo de serem vistos por olhares alheios. Quero que vejam que estou feliz e que a culpa é toda tua. Não tenho medo de mostrar essa felicidade, porque a inveja não me assusta.

Tudo isto que aqui te peço houve um dia que também quiseste! Mas existiu aquele maldito dia — o dia em que ouvi de ti que o nosso sonho já não se iria realizar. O nosso futuro juntos não passa do papel onde foi escrito.

Recordo-me de te ouvir falar desse sonho. Os teus olhos brilhavam tanto! Via tanto amor! Via tanto carinho! Via tanta determinação! Via tanta ilusão! Tenho saudades desse teu olhar. Tenho saudades daquela coragem que, um dia, mostraste ter por nós.

Desculpa! Perdoa-me por não ter sabido estar à altura no momento certo. Desculpa não ter sabido fazer o que, no momento, seria o mais correto.

Penso que, desde aí, nunca mais consegui ser a mesma pessoa. Desde aí, fiz tudo que esteve ao meu alcance para te demonstrar o quanto te amo. Desde aí, tentei provar o quanto sentido faz continuar com esta nossa história de amor.

Estou a fazer tudo sozinha por nós, sem a esperança de que valerá a pena tanto esforço.

Temos uma historia de amor especial. Tu sabes disso!

Não deixes acabar. Ajuda-me! Sabes que está, unicamente, nas tuas mãos.

Tenho uma vida onde é permitido fazer (quase) tudo. Sou livre. Não me amarres às incertezas.

Dá-me certezas de todos os nossos sonhos.

Dá-me a certeza do nosso maior sonho.

Se ainda o quiseres!

Não deixes acabar. Ajuda-me!

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MATILDE GOMES, a emotiva
É sonhadora — tanto que, desde há muito, tem uma lista de sonhos a realizar — e é a viajar que quer iniciar a sua aventura pela vida. Apaixonada pela leitura, é na escrita onde se sente livre, tendo sempre presente o amor e a dor. O seu interior é um turbilhão de emoções, onde reside as lágrimas e os sorrisos. Para a Matilde, o abraço é o gesto que melhor revela os sentimentos.