Acredito em almas gémeas

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Fotografia © Freestocks.Org | Cartaz @ Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Freestocks.Org | Cartaz @ Laura Almeida Azevedo

Acredito em almas gémeas. Acredito na sintonia da essência das pessoas e nos laços inexplicáveis. Aquela sensação de que conhecemos a pessoa desde sempre, sem nunca a termos visto ou falado com ela.

Acredito que as almas gémeas existem em várias formas. Pode ser uma mãe, um irmão, um pai, uma namorada, um marido ou até um amigo.

Elas existem e aparecem na nossa vida para a completar, conhecem a temperatura do sangue que nos corre nas veias e se é o momento ou não de precisarmos delas.

Quem diz que nunca conheceu a sua alma gémea não conhece o seu conceito.

A alma é aquilo que temos dentro de nós, que transcende a ciência e a explicação simplificada. É o que nos torna únicos, singulares, ímpares.

Mas todos nós precisamos de distanciar essa singularidade da solidão e é aí que se encontra a alma gémea.

Guiada pelo desconhecido, faz de nós pares, plurais e completos. São essas almas que nos dão força. Aparecem sem que sejam procuradas. Acredito que seja tudo um processo de descoberta.

Gémeo é o mais semelhante que possa existir de nós. É uma cópia com defeito, porque nunca é exatamente igual. Mas é gémeo porque sente o que sentimos, quando sentimos e porque sentimos. O único defeito que os diferencia é o defeito que os completa.

Descobrimos a nossa alma gémea naturalmente. Se a tentarmos procurar, provavelmente, nunca a encontraremos.

E, se a encontrarmos, devemos lutar pela sua presença eterna.

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RITA GONÇALVES, a filósofa
25 anos. Mais 5 do que 20. Formada em Filosofia pós-graduada em Marketing e Comunicação Digital. A sua formação é tão distinta como os seus talentos. É muito mais sentir do que ser, uma Balança numa constante procura pelo equilíbrio. Tem no silêncio a sua melhor arma contra a ignorância do mundo. Tem nas palavras escritas a chave para a sua melhor expressão. Tanto prefere o sol, o mar e alguém para amar, como o inverno, a lareira e um chocolate à cabeceira. A Rita é mistério, pensamento e amor.