O meu coração nas mãos!

1656
Fotografia © Lalesh Aldarwish | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Lalesh Aldarwish | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Um pequeno pedaço de sentimentos caídos e arrastados pelo chão, o espelho que deixara de emitir o reflexo, a alma mortal e pecadora – o sofrimento em cadeia e um tanto silencioso. Através da felicidade alheia, o mortal apenas emerge perante tanta tristeza. O som arrebatador que acordara o sonhador do seu pesadelo magnífico. O acontecimento por acontecer, que trará infelicidade e descobertas ocultas, podres e repletas de ervas daninhas que a digerem.

O meu eu quebrado, sem qualquer tipo de reação. O meu gesto pacífico… O meu eu… O meu coração nas mãos!

Os privilégios dos outros que se debatem contra os meus. As tentativas falhadas de um ciclo melhor… O olhar alheio… Os comentários… O armário.

O armário.

Lá, sim, estão os segredos mais obscuros. O meu real eu. E o outro oculto, onde a sua presença ocupa tanto espaço no coração que, aqui, eu tenho nas minhas mãos. O silêncio suicida.

Aqui, fora contada uma história com as minhas impressões, com as minhas observações e com tudo aquilo que me oportuna. Por isso, aqui vos ofereço: eis o meu coração que com as minhas mãos tanto seguro…

— Podem roubá-lo.

Comments

comments

PARTILHAR
Artigo anteriorMulher certinha
Próximo artigoUma bela prenda de Natal
CÉSAR DA SILVA, o independente
Gosta de gelados - muitos gelados! Diverte-se com pouco e cansa-se da rotina facilmente. Gosta de rir e, acima de tudo, de escrever. Sente aquilo que escreve e imagina tudo num mundo totalmente diferente, criado na sua própria mente. Tem 22 anos e sempre conquistou a sua independência. Adora boas séries e bons filmes. É viciado em entretenimento. Escreve aquilo que sente e gosta de dar asas à sua criatividade.