Qual é o meu propósito?

1428
Fotografia © Adrianna Calvo | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Adrianna Calvo | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Existiu um momento na minha vida que esta era a questão que estava mais presente para mim: «Qual é o meu propósito?»

Acredito que esta busca é uma viagem que muitos de nós estamos a fazer neste momento. No fundo, queremos encontrar o nosso lugar no mundo; sentir que fazemos algo que possa contribuir, de forma positiva, para a vida dos outros. Sentimos que não nos enquadramos e procuramos um sentido, algo maior.

Contudo, esta busca em determinados momentos pode tornar-se obsessiva.

Se estamos à procura de algo, significa que dentro de nós existe um vazio e achamos que esse vazio apenas vai ser preenchido quando encontrarmos aquilo que nos falta.

Contudo, a tua mente cria uma imagem daquilo que te falta, a tua mente cria uma imagem do que pode ser o teu propósito e, na maior parte das vezes, essa imagem é tão grandiosa que nunca é atingida.

Falamos do preenchimento que realizamos na questão material. Isto é quando achamos que a compra de algo (um carro, uma casa, um gadget, etc) nos vai preencher. Mas com essa busca excessiva pelo propósito acabamos por estar no mesmo padrão. A base é a mesma: a procura de algo exterior para preencher o vazio interno.

No meu caso, essa busca tornou-se tão importante que só quando senti que podia perder as pessoas que tinha ao meu lado é que acordei e percebi.

Independentemente das respostas e da validação que obtenho, se estou vazia nunca nada vai ser suficiente. Essas respostas vão simplesmente passar e não vão ficar no coração, porque a minha mente está à procura de algo muito grandioso.

Por isso, em determinados momentos é importante começar do zero, do básico e nutrir a minha parte mais importante, o meu coração.

Como é que podes fazer isso?

Começa diariamente a olhar para aquilo que já tens. Reconhece valor nos teus amigos, na tua família, nas portas que ao longo da tua vida se foram abrindo. Valoriza os momentos de dor que superaste. Valoriza os momentos em que sentiste medo e que, mesmo assim, continuaste. Valoriza as partes tuas que continuam a acreditar nos finais felizes. Valoriza as partes tuas que continuam a querer ver o rosa do mundo.

Começa diariamente a respeitar as pessoas que tens à tua volta. Dá-lhes a tua atenção, o teu amor e começa assim a nutrir, em primeiro lugar, o teu coração para obteres as respostas que procuras.

Um beijo enorme e até já

Comments

comments

PARTILHAR
Artigo anteriorO meu nome é Joana
Próximo artigoOlho morto: o prisioneiro II
LÍGIA SILVA, a coach
Ela é autêntica, mulher e, acima de tudo, humana. Adora falar e escrever de coração para coração. Tem como principal paixão a descoberta da mente humana e adora que esta viagem seja feita com sentido de humor e com uma boa gargalhada. Acredita na simplicidade da vida e na possibilidade de cada um de nós fazermos aquilo que mais nos preenche.