Admira-o

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Fotografia © Ben White | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Ben White | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Céu.

Limpo, estrelado.
Escuro, misterioso e iluminado à noite. Claro, aceso e atarefado à luz do dia.

Dedicamos tanto do nosso tempo a olhar para o chão, esperando ter certeza dos passos que damos, onde damos, e de que o caminho é o supostamente certo.

Pouco é o que dedicamos a contar estrelas, a perceber as cores que o contemplam, as formas das nuvens que nele habitam, as visitas que ele recebe periodicamente (arco-iris, estrelas cadentes, lua cheia, eclipse), etc.

Se seríamos mais felizes ao fazê-lo?

A minha resposta imediata seria não. No entanto, tenho a certeza de que nos sentiríamos mais preenchidos. Afinal, melhor do que uma calçada só um céu ao final do dia, num perfeito momento de pôr do sol — atualmente, vulgarizado pela designação sunset.

Pode até ser necessário garantir que estamos a pisar chão seguro, estável, mas porque não fazer um desvio no olhar? É importante valorizar a beleza das coisas e parar. Mesmo que por breves instantes.

Em tempos, há muito tempo atrás, alguém me disse: «Recebe o que o céu te dá, de braços abertos e inspira-te!» Dá e recebe. Há coisas com melhor sabor e sem preço.

Admira.
Deixa que ele te admire.

Valoriza!

Nem tudo é bom. Nem tudo é assim tão mau.
É o que tiver de ser, como tiver de ser, se tiver de ser!

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ANDREIA DE CASTRO, a princesa
Se fosse o seu pai, dir-nos-ia: «A Andreia é uma princesa... Só ainda não sabe que o é.» E, para ele, isto definiria tudo. Porque a Andreia é amor. Amor pelos outros, mas não tanto por ela própria. Porque a Andreia é família: vive para e por eles. Porque a Andreia é o sorriso, a lágrima, o vento, o sol, o silêncio, o mar e o céu sem limite. E, além de tudo disto, a Andreia é ainda solitária, viajada, artista, insegura, auto crítica, beijoqueira. É a princesa que o pai sempre quis ter. E que, até ao parto, esperavam que fosse um menino... Mas a Andreia, porque também é sentido de humor, enganou tudo e todos. E não se limitou a nascer menina. Nasceu princesa.