O poder de decidires a tua vida está nas tuas mãos

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Fotografia © Cynthia del Rio | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Cynthia del Rio | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

A vida é feita de decisões, desde que acordamos até ao deitar, 24 horas por dia, todos os dias da nossa vida. Desde pequenas decisões, como o que comemos, o que vestimos, que caminho escolhemos até ao trabalho, até às grandes decisões, como os amigos que temos, a casa onde vivemos, o sítio onde trabalhamos. Desde que nascemos, temos que tomar decisões. Se somos filhos bem comportados, bons alunos, trabalhadores, se vamos experimentar fumar com os colegas, que curso queremos tirar, que tipo de pessoa queremos ser.

Todos os dias somos colocados à prova. E a nossa vida é resultado dessas decisões. E temos que assumir as consequências resultantes dessas decisões, sejam elas positivas ou negativas. Caso a decisão seja positiva, nem pensamos mais nisso. Mas, se a decisão não for a mais correta, podemos sempre aprender uma lição. É possível, em alguns momentos, corrigir ou alterar essa mesma decisão. E, se ainda assim não for possível, pelo menos podemos e devemos tentar não repetir o mesmo erro.

No geral, o melhor que temos a fazer é aceitar. Aceitar que a vida é feita de decisões e não há uma resposta correta. Seja qual for o caminho a percorrer, será o correto. Porque foi a decisão que tomamos naquele determinado instante. E essa decisão foi resultado de alguma coisa que nos moveu.

Então, o que nos leva a decidir, quando somos colocados perante uma escolha? Uma escolha entre sim e não, isto ou aquilo, ir ou ficar, deixar ou levar. Parece uma decisão simples: 50/50! Há pessoas que são mais racionais, outras que se movem mais pelo coração. Eu, em qualquer decisão, tento sempre tomar partido pela minha felicidade. Tenha a ver com a minha família, com a minha saúde, com o local onde vivo, com as pessoas que tenho na minha vida, com o meu trabalho. Até aquilo que faço nos meus tempos livres, a música que oiço, os textos que leio, os filmes que vejo. São tudo decisões.

Cada vez que tomamos uma decisão, deixamos para trás muitas hipóteses de vivenciar outras quantas coisas. E muitas vezes afundamo-nos na angústia dos “se’s”. Eu defendo que qualquer decisão deve ser ponderada, que não nos devemos precipitar. E contra mim falo, porque muitas vezes sou precipitada. Mas, quando o assunto é sério, quando a responsabilidade é grande, tento ser ponderada. Chego a fazer tabelas de pós e contras. E, depois de tomada a decisão, a que a minha razão acha mais acertada e a que o meu coração aceita em paz, é hora de seguir em frente e não olhar para trás. Não colocar em causa o que ficou, o que poderia ter sido, o que perdi…

Aceita a tua decisão com confiança. Independentemente das consequências, foi para ti a mais acertada naquele momento. Baseada na razão, no coração ou em ambos. Tudo, na vida, está certo. Poderás ter escolhido o caminho mais sinuoso. Mas não importa. Viverás aquilo que tens de viver, seja qual for o caminho que escolheste. No percurso, sê feliz.

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CARINA MAURÍCIO, a fotógrafa
É budista e conservadora-restauradora. É de riso e choro fáceis. Tem tanto de sensível, quanto de corajosa e lutadora. Adora fotografar, jogar ténis e viajar. Viciada em comida, é fã de comida italiana. Gosta de dormir, de café, de chocolate. Dançar? Pode ser a noite toda. Mas também gosta de ficar na ronha, em casa, entre filmes e pipocas. Adora o som da chuva a cair no inverno e o som do mar em dias de verão. Campos floridos enchem-lhe o olhar, assim como as cores das folhas do outono. Apaixona-se facilmente e é uma apaixonada pela vida. Uma geminiana pura.