Dançar é muito mais do que movimento: é sentimento!

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Fotografia © Christopher Campbell | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Christopher Campbell | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Hoje e agora, deixa-te levar pelo ritmo das minhas palavras e a seguir faz uma pausa. Põe uma música, levanta-te e dança. Sim, dança! Se não puderes mesmo, então imagina-te a dançar e guarda em ti essa sensação agradável, que a dança deixa em nós, no nosso coração, na nossa alma.

Dança. Dança mesmo que aches que não sabes dançar, porque a dança é sentir, e toda a gente sente! Tu também. Por isso, dança!

Dança. Dança como se nunca tivesses dançado. Dança com aquele mesmo entusiasmo com que estavas a aprender os primeiros passos, com aquela ingenuidade, com aquele sentir e movimento meio envergonhado, meio desengonçado, meio engraçado, mas que te vai completando a cada passo conquistado!

Dança. Dança como se nunca mais pudesses dançar, como se fosse aquele o último dia. Dá tudo de ti. Diverte-te. Usufrui. Balança-te. Rodopia ao ritmo da música ou ao teu ritmo. Inspira cada compasso, cada passo! Sente o pulsar do teu coração! Estás a ouvi-lo?

Porque dançar é muito mais do que movimento. A dança é sentimento!

É partilha contigo próprio, com quem estás a dançar ou para quem estás a dançar!

É entrar num mundo mágico, num mundo de fantasia, onde podes e consegues transpor muitos dos teus bloqueios, anseios, das tuas preocupações reais, do dia a dia. É um escape ao ritmo alucinante da vida, do corre-corre e dos compromissos. É o exorcizar de demónios que te atormentam. É o transpirar energia. É o colher paz!

É fechar os olhos e deixares-te guiar, pelo som, pelo pulsar, pela batida, pela pessoa com quem estás a dançar, partilhando esse momento e entregando-te com confiança, de modo a que não sejam dois a dançar, mas sim um só, unidos pelo mesmo objetivo — estar bem e feliz!

É o soltar de amarras que te prendem a uma determinada postura do quotidiano. É o desinibires-te. É o te voltares para ti e para o que tens de mais puro e pelo qual te devias pautar sempre, ouvires o teu coração a palpitar de alegria e dançares a sua dança.

É um respirar de tranquilidade. É um sorrir de vontade. É uma paixão sem limites. É um bem estar indescritivel.

Dança. Dança mesmo que sozinho, mesmo que ninguém te veja. Dança para ti e por ti!

Dança. Dança para todos, para que, ao te entregares, partilhes essa mesma alegria com quem dança contigo ou simplesmente te vê e se inspira em ti, na história que contas, nos teus movimentos, no teu sentir!

Porque a dança é movimento, mas, muito mais do que isso, é sentimento!

P.S. Ainda aí estás? Ouve o ritmo do teu coração, o seu sentir… Dança!

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SÍLVIA SANTOS, a menina-mulher
Diz, por brincadeira, que é a Sílvia e a Aivlis — o seu nome escrito de trás para a frente. Porquê? Porque é de opostos. Voa e rasteja. Ri e chora. Reflete e descontrai. Uma menina-mulher, das que não sabem que sabem e que pensam que não sabem, mas sabem. Forte, mas resistente. Insegura, mas persistente. Com sede de viver, de sentir, de experimentar coisas novas: tanto pratica artes marciais, como salta em queda livre no meio das palavras. O que a sufoca? A monotonia. Anda constantemente em busca de novos desafios — e foi assim que veio aqui parar.