Dás-me tesão. Dás-me razão

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Fotografia © Denis Gavrilenco | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Denis Gavrilenco | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

És um balão de ar a esvoaçar pelos céus negros, tão repleto de estrelas que está… Está lindo, perfeito.

Detecto a razão dos teus problemas e das tuas atitudes, e actuo conforme o meu estado de espírito, deparando-me com o teu estado de êxtase: «O que é isto? É estranho…»

Estou capaz de te entender mesmo nos erros cometidos – mesmo na troça constante. Mas queres saber de uma coisa? Não levo a sério.

Sei que me desejas. Sei que me queres. Sei que, apesar das diferenças, alguma coisa está a mexer contigo. Resolves esconder-te e, sinceramente, gosto que te escondas, gosto que te afastes.

Dás-me mais tesão!

Imagino-me a deslizar as minhas mãos pelo teu corpo – fico louco: capaz de tudo. Deixaste rapidamente a minha boca sem liquidificação. Secaste toda a minha saliva só com um movimento.

«Preciso de água.»

Não é apenas uma amizade. Uma amizade não te força aquele sorriso parvo no rosto, não te leva a tentar entender porque te entregas a mim…

Dás-me razão!

Toda a gente percorre caminhos minados e quem planta as minas vai permanecer lá a tentar detonar-te.

É um absurdo dizer isto, mas é o que sinto. Sinto uma atração gigantesca, confesso! Sinto que me começas a entender – a perceber o meu verdadeiro eu. Sei que precisas de um lado assim, tão absoluto. Sobem-me os calores, mas apenas pela imaginação – na realidade, não passam apenas de ideias largadas em pleno inverno.

Que inverno escuro…

Não lhe dês importância e sorri. Sentes-te incapaz, mas és capaz de algo tão grandioso que nem te apercebes disso. Desperdiçaste oportunidades que fariam agora a razão do teu ego — e nem isso tens.

Não precisas de maltratar quem te trata bem. Não precisas de lhes atirar com todas as tuas incertezas — vais parecer tonta, incapaz, covarde.

Dás-me o calor de que preciso.

Dás-me tesão. Dás-me a razão.

Mas mantém-te longe de mim, porque algo está incorrecto e não é o tesão.

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CÉSAR DA SILVA, o independente
Gosta de gelados - muitos gelados! Diverte-se com pouco e cansa-se da rotina facilmente. Gosta de rir e, acima de tudo, de escrever. Sente aquilo que escreve e imagina tudo num mundo totalmente diferente, criado na sua própria mente. Tem 22 anos e sempre conquistou a sua independência. Adora boas séries e bons filmes. É viciado em entretenimento. Escreve aquilo que sente e gosta de dar asas à sua criatividade.