Entre sonhos e realidades

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Fotografia © Alexandre Vanier | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Alexandre Vanier | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

São três horas da manhã. A noite já vai longa… Reflito no silêncio da tua voz que, mesmo a quilómetros de distância, é mais ensurdecedora do que a trovoada que lá fora se instala.

O aroma do teu perfume paira no ar da minha imaginação e o meu corpo reage com um arrepio, como se estivesses aqui, perante mim. Uma imagem brilhante e inalcançável dança pelos meus olhos e chega a dar-me tonturas de tantos rodopios que damos, mas, de repente, adormeço.

Pairo num mundo de desejos submersos que eu própria desconheço. São pequenos instantes de adrenalina, de loucura, de inferno e de paraíso. Mas, agora, a tua imagem, outrora brilhante, tornou-se numa escuridão profunda.

De olhos cerrados e respiração ofegante, fujo apressadamente. Descordenados e desencontrados são tais movimentos e também assim somos nós. Os dois seguros de que somos inseguros, receosos e amargurados… Esta amargura, ao mesmo tempo, que motiva o medo, cria a dor. O medo de se entregar e a dor de já se ter entregue!

É madrugada. A noite já vai longa… Neste momento, apenas a música ecoa, trazendo de volta lembranças agradáveis…

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TERESA SOUSA, a sonhadora
Chamam-lhe Té. Tem 30 anos e é apaixonada por música, literatura e por longos passeios à beira-mar. É sonhadora, emotiva e uma romântica incurável. O que sente é exatamente aquilo que diz. E o que diz é exatamente aquilo que sente. E, na escrita, acontece o mesmo. Fala e escreve com o coração — e, por vezes, o coração diz tanto.