Um lugar, uma história, um acaso, que virou um caso sério

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Fotografia © Gabriel Santiago | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Gabriel Santiago | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Um mero acaso, uma feliz coincidência… Talvez tenha sido uma coincidência, talvez tenha sido o destino a planear, mas eles lá se cruzaram. Lá fora, trovejava como se o mundo fosse desabar. O inverno havia chegado. No meio daquele dia cinzento e chuvoso, sob os guarda-chuvas da multidão, algo aconteceu quando os seus olhares se encontraram.

Ele olhou-a. Os seus olhos pareciam dois cristais cintilantes. Ela esboçou-lhe um sorriso. Ela sentiu a atração do seu corpo quando ele se aproximou. O seu coração palpitava. As suas pernas tremiam. Caramba, mas o que se passava com ela? Que poder tinha este desconhecido sobre ela?

Após uma breve troca de palavras, constatou que, afinal, esse desconhecido não era tão desconhecido assim. À primeira vista não o tinha reconhecido. Havia três anos que não se viam, nunca mais soube o que era feito dele e até à data apenas tinham trocado meras palavras de circunstância. O tempo tinha sido generoso para com ele, mais maduro é certo, mas continuava incrivelmente charmoso.

Há coisas que não sabemos como ou porquê, mas elas vêm e são colocadas em nosso caminho. Basta que estejamos atentos aos sinais. Quis o destino, ou o acaso, chamem-lhe o que quiserem, que aqueles dois seres se reencontrassem. O que ela não esperava era que desse reencontro nascesse uma paixão avassaladora. Que ele permanecesse dia e noite no seu pensamento.

A verdade é que ele abalou o mundo dela. Encantou-a. Deixou-a paixonada.

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TERESA SOUSA, a sonhadora
Chamam-lhe Té. Tem 30 anos e é apaixonada por música, literatura e por longos passeios à beira-mar. É sonhadora, emotiva e uma romântica incurável. O que sente é exatamente aquilo que diz. E o que diz é exatamente aquilo que sente. E, na escrita, acontece o mesmo. Fala e escreve com o coração — e, por vezes, o coração diz tanto.