A força da coragem

1405
Ilustração/Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Ilustração/Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Força. Respiro. Inspiro. Sinto o coração na boca.

Preciso de me sentir forte. Preciso sentir aquela força que nem sempre se mostra, mas que sabemos que habita em nós. Preciso de sentir. Preciso de a agarrar e usar. Preciso de vestir o melhor fato que tenho, chamado «A força da coragem».

Esta é a hora e o momento. Para mim. Para nós duas, que desde cedo nos conhecemos e temos uma intimidade e à vontade muito cúmplice. Ou não seria eu quem sou. Filha de quem sou. Sobrinha de quem sou. Neta de quem sou. Amiga daqueles que querem que eu o seja.

Chega. Chega, disse eu. Basta. Sou eu quem gere a minha vida! Sou eu quem sabe o que quero para mim!

Não se vive de medo. Não se vive de dor. Não se vive de passado. Não se vive do que foi mau. Não se vive sem tentar. Não se vive sem sentir. Não se vive sem amar, a mim, ao outro, ao próximo, a quem se deixa amar e viver.

Penso em tudo. Penso em todos. Faço o melhor que posso, sempre. Se não consigo, fico sempre na tentativa de o conseguir. Não desisto. A vida é difícil para todos. Cada um com o seu fardo. Cada um com a sua bagagem.

Ninguém pior que ninguém. Cada um com a sua mensagem. Cada um com a sua importância. Cada um com o seu valor. Afinal, somos muitos, mas o planeta Terra também é grande.

Todos cabemos. Todos pertencem aqui. Todos têm o seu caminho. Não nos precisamos atropelar. Desejar mal. Prejudicar. Caso aconteça. Resta defender.

Preciso. Espero. Mereço. Eu, a personagem mais importante deste texto, cheguei ao meu limite!

Comments

comments

PARTILHAR
Artigo anteriorHoje, digo-te adeus
Próximo artigoForam anos a amar-te em silêncio
ANDREIA DE CASTRO, a princesa
Se fosse o seu pai, dir-nos-ia: «A Andreia é uma princesa... Só ainda não sabe que o é.» E, para ele, isto definiria tudo. Porque a Andreia é amor. Amor pelos outros, mas não tanto por ela própria. Porque a Andreia é família: vive para e por eles. Porque a Andreia é o sorriso, a lágrima, o vento, o sol, o silêncio, o mar e o céu sem limite. E, além de tudo disto, a Andreia é ainda solitária, viajada, artista, insegura, auto crítica, beijoqueira. É a princesa que o pai sempre quis ter. E que, até ao parto, esperavam que fosse um menino... Mas a Andreia, porque também é sentido de humor, enganou tudo e todos. E não se limitou a nascer menina. Nasceu princesa.