Há momentos em que tens de ir

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Fotografia © Julia Caesar | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Julia Caesar | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Há momentos em que tens de ir. Tens, simplesmente, de ir. Tens de perceber que não há volta a dar, que, por mais que os pensamentos te atormentem e que as mil e uma ideias que tens, a cada segundo, te façam querer virar costas e parar, tu sabes que tens de ir. E este ir é tão vazio e tão vasto. Ir para onde? Ir com quem? Ir fazer o quê? E podíamos ficar aqui uma vida inteira em perguntas. E a verdade é que ficamos mesmo a vida inteira em perguntas, em ses e em sonhos.

E por isso é que há momentos em que temos mesmo de ir. Calar as perguntas, descobrir os ses e realizar os sonhos. Ou, então, acabar com eles de vez, se for caso disso. Só assim podemos perceber qual é o nosso lugar, de uma vez por todas. Só assim podemos dizer que sabemos o que queremos. E nem sempre vamos encontrar exatamente o que procuramos, nem aquilo que sempre desejamos. Essa é uma das partes mais difíceis do caminho: vais desejar nunca ter saído de onde sempre estiveste. Mas acredito que, algures a meio do caminho, encontramos aquilo de que realmente precisamos e é, então, que tudo fica mais leve.

A partir desse momento, já sabes para onde tens de ir. Por muitas dúvidas que tenhas, sabes exatamente para onde deves ir. Porque a coragem, de que precisaste para te levantares e ires pela primeira vez, vem a dobrar quando descobres o caminho certo.

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CATARINA ANDRADE, a psicóloga a bordo
Tem 27 anos. É psicóloga de formação e assistente de bordo de profissão. Sempre gostou de escrever e, se lhe perguntarem, não se lembra de quando o começou a fazer. Como sempre foi muito crítica para consigo própria, deitava fora quase tudo o que escrevia. Agora, vai-se deixar disso. É este o desafio.