Sonho meu

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Fotografia © Aral Tasher | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Aral Tasher | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Sonhos. Dizem que comandam a vida. Dizem que nos fazem viver contos de fada. Dizem que nos deixam reviver momentos. Dizem que nos permitem amar o inesperado. Dizem que nos concedem desejos oprimidos. Dizem que nos ensinam a querer como gente grande. Dizem que nos elevam, em nuvens voadoras, como enquanto éramos pequenos.

Eu sonho. Gosto de sonhar e, quanto a mim, confirmo que se sente tudo o que foi dito anteriormente.

Acho que é outra parte do meu ser que me define: «a sonhadora», embora me considere alguém de pés no chão. Perfeitamente consciente de tudo, ensinada pelo vivido no passado, preocupada com o presente e curiosa com o futuro.

Sonho tanto desde pequena, que me recordo de confundir o sonho da realidade. E de precisar de ser beliscada, algumas vezes, para ter certeza de que não era sonho o que estava a viver.

Mas cresci. E agora sonho, como uma pequena adulta, uma criança crescida, que adora viver e sonhar, mesmo que os dois se confundam.

Sonha. Dizem que faz tão bem em nós. Mas não vivas só de sonhos. Conquista. A vida é bem mais real do que um sonho de umas horas. Vive!

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ANDREIA DE CASTRO, a princesa
Se fosse o seu pai, dir-nos-ia: «A Andreia é uma princesa... Só ainda não sabe que o é.» E, para ele, isto definiria tudo. Porque a Andreia é amor. Amor pelos outros, mas não tanto por ela própria. Porque a Andreia é família: vive para e por eles. Porque a Andreia é o sorriso, a lágrima, o vento, o sol, o silêncio, o mar e o céu sem limite. E, além de tudo disto, a Andreia é ainda solitária, viajada, artista, insegura, auto crítica, beijoqueira. É a princesa que o pai sempre quis ter. E que, até ao parto, esperavam que fosse um menino... Mas a Andreia, porque também é sentido de humor, enganou tudo e todos. E não se limitou a nascer menina. Nasceu princesa.