A certeza do incerto

2948
Ilustração/Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Ilustração/Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Não sei que dia é hoje. Perdi a conta aos dias da tua ausência. Não sei que dia é hoje. Perdi a emoção do que é amar-te diariamente e o delírio de estar por ti apaixonada, segundo após segundo.

As saudades invadiram de tal maneira o meu corpo, que não me resta mais nada além da lembrança do que foi bom. A minha a mente e alma pedem para partir, com as lembranças que ficaram, e deixar de vez esta dor que insiste em fazer sofrer e permanecer.

Por mais que o tempo passe, por mais correta e assertiva que seja a distância entre nós, o meu eu precisa de ti, tem sede de ti, tem falta do teu cheiro em mim e isso não me permite seguir em frente.

Desejei, por muito tempo, não te ter, não te amar, nem sequer lembrar de ti ou aproximar, mas o destino acabou por nos unir. Talvez para ainda nos ensinar algo. Algo que nenhum de nós sabe. Talvez não saberemos. No entanto, aceitámos viver.

Comments

comments

PARTILHAR
Artigo anteriorNo mundo do faz de conta
Próximo artigoUma carta de despedida (até 11 de setembro)
ANDREIA DE CASTRO, a princesa
Se fosse o seu pai, dir-nos-ia: «A Andreia é uma princesa... Só ainda não sabe que o é.» E, para ele, isto definiria tudo. Porque a Andreia é amor. Amor pelos outros, mas não tanto por ela própria. Porque a Andreia é família: vive para e por eles. Porque a Andreia é o sorriso, a lágrima, o vento, o sol, o silêncio, o mar e o céu sem limite. E, além de tudo disto, a Andreia é ainda solitária, viajada, artista, insegura, auto crítica, beijoqueira. É a princesa que o pai sempre quis ter. E que, até ao parto, esperavam que fosse um menino... Mas a Andreia, porque também é sentido de humor, enganou tudo e todos. E não se limitou a nascer menina. Nasceu princesa.