
«Aqueles de quem gostámos e partiram amputam-nos cruelmente de partes vivas nossas e a sua falta obriga-nos a coxear por dentro…» [Lobo Antunes]
E já lá vão 10 anos… O tempo passa, mas a dor e a saudade não terminam.
Passados estes anos, torna-se mais fácil, resisto melhor, consigo lembrar-me além das lágrimas, consigo falar de ti com um sorriso…
Avós: os nossos segundos pais!
Encerram no olhar histórias de luta e superação e na pele marcas de uma vida. Guardam em si uma infinidade de conhecimentos que nos transmitem. É com eles que, mais tarde, aprendemos a dar a volta às vicessitudes da vida.
É impossível não falar de ti, sem lembrar com carinho a minha infância, os risos, as brincadeiras, reprimendas… Jamais esquecerei os momentos que passámos juntos.
Relembro, em particular, as nossas pequenas aventuras de mota sobre o olhar reprovador da avó, o jogo da «sardinha», quantos risos, quantas e quantas vezes te pedia para o repetires e tu lá me fazias a vontade.
Foste tu, juntamente com a avó, que me criaste. Contigo aprendi tanta coisa diferente ao longo da minha caminhada.
Foste mais do que avô. Foste o meu segundo pai, o meu porto seguro e o melhor companheiro de aventuras que poderia ter tido.
Meu avô, exemplo de homem forte, guerreiro, amigo, leal, sincero… Tenho muito orgulho em ser tua neta. Sempre foste a minha fonte de inspiração.
Nunca vou esquecer todos os teus ensinamentos, como me criaste repleta de amor e doçura.
De ti restam apenas fotografias e doces memórias. Queria ter-te aqui, abraçar-te uma última vez e dizer-te tudo o que ficou por falar…
És o meu anjo da guarda, a estrela mais cintilante do horizonte.
Avô, tenho saudades tuas. Fazes-me falta.




