Nunca se morre quando se vive no coração dos que ficam

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Fotografia © Teresa Sousa | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Teresa Sousa | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

«Aqueles de quem gostámos e partiram amputam-nos cruelmente de partes vivas nossas e a sua falta obriga-nos a coxear por dentro…» [Lobo Antunes]

E já lá vão 10 anos… O tempo passa, mas a dor e a saudade não terminam.

Passados estes anos, torna-se mais fácil, resisto melhor, consigo lembrar-me além das lágrimas, consigo falar de ti com um sorriso…

Avós: os nossos segundos pais!

Encerram no olhar histórias de luta e superação e na pele marcas de uma vida. Guardam em si uma infinidade de conhecimentos que nos transmitem. É com eles que, mais tarde, aprendemos a dar a volta às vicessitudes da vida.

É impossível não falar de ti, sem lembrar com carinho a minha infância, os risos, as brincadeiras, reprimendas… Jamais esquecerei os momentos que passámos juntos.

Relembro, em particular, as nossas pequenas aventuras de mota sobre o olhar reprovador da avó, o jogo da «sardinha», quantos risos, quantas e quantas vezes te pedia para o repetires e tu lá me fazias a vontade.

Foste tu, juntamente com a avó, que me criaste. Contigo aprendi tanta coisa diferente ao longo da minha caminhada.

Foste mais do que avô. Foste o meu segundo pai, o meu porto seguro e o melhor companheiro de aventuras que poderia ter tido.

Meu avô, exemplo de homem forte, guerreiro, amigo, leal, sincero… Tenho muito orgulho em ser tua neta. Sempre foste a minha fonte de inspiração.

Nunca vou esquecer todos os teus ensinamentos, como me criaste repleta de amor e doçura.

De ti restam apenas fotografias e doces memórias. Queria ter-te aqui, abraçar-te uma última vez e dizer-te tudo o que ficou por falar…

És o meu anjo da guarda, a estrela mais cintilante do horizonte.

Avô, tenho saudades tuas. Fazes-me falta.

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TERESA SOUSA, a sonhadora
Chamam-lhe Té. Tem 30 anos e é apaixonada por música, literatura e por longos passeios à beira-mar. É sonhadora, emotiva e uma romântica incurável. O que sente é exatamente aquilo que diz. E o que diz é exatamente aquilo que sente. E, na escrita, acontece o mesmo. Fala e escreve com o coração — e, por vezes, o coração diz tanto.