
Ter amigos é uma das coisas mais especiais na vida. Existem amigos de caminhada, de luta, os virtuais, os presentes e os ausentes. Algumas pessoas cruzam o nosso caminho e imediatamente estabelecem uma conexão forte. Dizem que «os santos batem». São pessoas em quem confiamos, com quem divagamos, divergimos ou concordamos. Com elas o riso é solto, o assunto não falta e o choro não tem receio de brotar.
As minhas melhores amigas sempre foram as minhas principais salvadoras. Não porque me vieram defender com uma espada, mas porque me deram um «toque» e eu fiz das suas palavras um ótimo escudo, até contra mim mesma, quando me via perdida em autoengano.
Quem vive rodeado de quem nos elogia não tem amigos de verdade. Amigo é aquela pessoa que nos diz o que acha ser correto, mesmo não sendo o que gostaríamos de escutar, porque sabe que é isso que esperamos dele, a verdade.
Amigo é aquela pessoa com quem conversamos sem reservas, independentemente da hora, e, quando ele precisa, sabe que pode fazer o mesmo. Amigo sabe ouvir, tanto quanto escutar. É por isso que desabafamos com os amigos. Eles são os melhores analistas que podemos ter.
Um verdadeiro amigo conhece-nos tal como somos. Com ele podemos estar despidos de mascaras, sem medo de julgamentos. Um verdadeiro amigo apoia-nos, questiona-nos, conforta-nos, incentiva-nos, encoraja-nos, aquieta os nossos medos, inseguranças…
A amizade é irmã do amor. Tem reciprocidade, afetividade, respeito, carinho, confiança e alegria. Tal como com as plantas, que devem ser regadas com amor e carinho para florescerem, na amizade sucede-se o mesmo. Um bom amigo não se encontra ao virar da esquina. Como tal, a amizade deve ser preservada, cuidada, mimada.
«Amigos são presentes sem necessidade de embrulho, mas de quem não se dispensa laço.» (Luís Santos)
A todas as minhas melhores amigas — sim, porque não tenho apenas uma, não seria justo dizer isso, tenho várias, porque cada uma tem uma importância e um valor ímpar!
A todas(os) vocês: obrigada por fazerem parte da minha vida.




