Porque viver é mesmo assim

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Fotografia © Kevin Lee | Edição fotográfica e Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Kevin Lee | Edição fotográfica e Cartaz © Laura Almeida Azevedo

E depois há dias que te mostram que vale a pena acreditar sempre; que, mesmo quando tudo desaba à tua volta, vale sempre a pena guardar um bocadinho de esperança (ou o que lhe quiseres chamar) para todos os dias seguintes que tens pela frente. Porque isto de viver é mesmo assim: há dias que começam com chuva e terminam com o melhor pôr do sol que já viste; e outros que te derrubam com um temporal, quando ainda pensavas que o sol brilhava lá em cima.

E vai ser sempre assim: mesmo quando pensares que é desta que és feliz para sempre. A verdade é que isso não ia ter graça nenhuma — acordares um dia a saberes que todos os dias iriam ter o mesmo pôr do sol. Aprende a aproveitar todos os temporais, mesmo que, no imediato, não encontres nenhum arco-íris. Talvez até aprendas a dançar debaixo da chuva e a rires de tudo o que te derruba: depois disso tens poucas coisas difíceis pela frente.

Depois, vais perceber que (quase) tudo acontece no momento certo e que os melhores momentos acontecem depois das tempestades. Que todas as coisas boas guardadas para ti aparecem, invariavelmente, para te salvar. Porque, quando precisas de te salvar, o sol, simplesmente, aparece. E haverá melhor momento para isso, quando até já aprendeste a dançar à chuva?

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CATARINA ANDRADE, a psicóloga a bordo
Tem 27 anos. É psicóloga de formação e assistente de bordo de profissão. Sempre gostou de escrever e, se lhe perguntarem, não se lembra de quando o começou a fazer. Como sempre foi muito crítica para consigo própria, deitava fora quase tudo o que escrevia. Agora, vai-se deixar disso. É este o desafio.