Enquanto tu não chegares

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Fotografia © Maria Victoria Heredia Reyes | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Maria Victoria Heredia Reyes | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Tenho saudades tuas. Onde te meteste? Porque é que fugiste? Achas bem, abandonares-me assim? Sem mais nem menos? Que mal é que eu te fiz?

Não consigo pensar em nada, porque faltas cá tu. Tento escrever. Não consigo. Parece que, cada vez que o lápis toca o papel, todas as pequenas e escassas frases, que me surgiram na minha mente, desfazem-se e desintegram-se como por magia. Como se o feitiço que envolve as palavras fosse quebrado e o brilho das mesmas fosse ofuscado.

Volta, por favor. Preciso de ti. Fazes-me muita falta. Mesmo muita falta. A tua ausência deixa-me sem palavras, literalmente.

Não sei o que fazer sem ti. Preciso de ti para continuar. O facto de não estares aqui impede-me de escrever.

Sem ti, sinto-me vazia. És tu que me preenches, que me incentivas a continuar, que transformas os meus dias em dias melhores. És tu que alegras a minha vida.

Sendo assim, imploro-te, com toda a minha alma, que voltes. Se for preciso, e se achares necessário, ajoelho-me aos teus pés para que voltes.

Nunca me esqueci de ti. Deixei-te escapar. Devia ter-te segurado com mais firmeza, enquanto caminhávamos juntas de mãos dadas, mas deixei-te fugir e, agora, tenho que correr atrás de ti e procurar-te por todos os cantos desta mente que, sem a tua presença, fica vazia, deserta.

Por favor, volta. Estou à tua espera, querida Imaginação.

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INÊS DINIZ, a teimosa
Ela é estudante. E tem apenas 14 anos. Gosta de fazer trabalhos manuais e é uma apaixonada pela leitura. Gosta muito de crianças e, por isso, quer ser Educadora de Infância. Se lhe pedirmos para escolher uma frase, com a qual se identifique, é esta: «Tu não és tu, quando tens fome.»