
Sentado num banco de jardim, descanso. Está uma tarde soalheira, com bastante calor, que me faz transpirar por cada poro da minha pele. No parque, as crianças brincam no escorrega e nos baloiços, e à apanhada. Adoro ouvir os seus gritos e risos.
Reclino-me e observo em redor, na direção do céu. Azul, vibrante. Observo os pássaros que esvoaçam no azul, entre as árvores, pousando nos seus ramos, aqui e ali, cantarolando e alimentando os seus filhotes.
Junto a mim está uma árvore, uma oliveira, muito antiga — a avaliar pelo desenho do seu tronco contorcido, largo e escavado. Acaricio o tronco, rugoso, deste nobre espécimen, sentido a sua energia, e a sua proteção. O verde da folhas filtra o amarelo da luz, tornando-as, também, quase verde-amarelado vivo. Raios de luz escapam entre as folhas, criando um efeito de foco luminoso, que se abre à minha frente, qual representação divina.
Está-se magnificamente bem à sombra. Fecho os olhos e sinto a vida em redor. Um brisa fresca percorre-me a face, causando-me um arrepio de prazer.
A vida é tão simples e bela.




