A lembrança do mar

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Fotografia © Adrianna Calvo | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Adrianna Calvo | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Era uma vez…

Era uma vez uma história. Não minha, não tua… Inteiramente nossa! Daquelas de cortar a respiração. De querer acabar com tudo. Comigo, contigo e com a existência do ser em si, porque há sensações que simplesmente nos transcendem.

Tenho pensado que talvez seremos eternamente dois corpos, duas almas, que se manifestam pela fusão do puro prazer e da paixão; que, quando se veem, quando se cruzam ou se encontram, não controlam qualquer tipo de desejo que o corpo possa eventualmente sentir. E isso, sim, é querer, é desejar, é deixar as borboletas falarem por si e o corpo aquecer por dentro e arrepiar por fora, porque assim tem de ser. Não há razão que controle o que o corpo deseja.

Há sentimentos que não podemos deixar ir. Há vontades que não podemos ignorar sentir. Mas há momentos em que conseguimos decidir dizer não. Não à paixão. Não ao amor. Sim apenas ao desejo de ter mais uma vez!

Porquê? Porque amar dói. Desejar-te, mais uma vez, não.

E, por fim, continuo a ser eu sozinha quem volta para casa. Contigo na minha pele, no meu pensamento, no lugar onde sempre te guardo e guardarei.

E, no meio disto tudo, só me resta dizer que és mar.

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Se fosse o seu pai, dir-nos-ia: «A Andreia é uma princesa... Só ainda não sabe que o é.» E, para ele, isto definiria tudo. Porque a Andreia é amor. Amor pelos outros, mas não tanto por ela própria. Porque a Andreia é família: vive para e por eles. Porque a Andreia é o sorriso, a lágrima, o vento, o sol, o silêncio, o mar e o céu sem limite. E, além de tudo disto, a Andreia é ainda solitária, viajada, artista, insegura, auto crítica, beijoqueira. É a princesa que o pai sempre quis ter. E que, até ao parto, esperavam que fosse um menino... Mas a Andreia, porque também é sentido de humor, enganou tudo e todos. E não se limitou a nascer menina. Nasceu princesa.