Amor é uma faca de dois gumes

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Ilustração/Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Ilustração/Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Como dizia Fernando Pessoa: «Na alma e no coração, ninguém manda. Ela simplesmente fica onde se encanta.»

Há quem fique no nosso coração, apesar de tudo… Não escolhemos quem amamos, por quem sofremos.

Por mais que queiramos, não conseguimos mandar no coração. Ele apaixona-se sem nos dar satisfações e, quando menos esperamos, já estamos envoltos nesse emaranhado de emoções, que é o amor.

No amor, nada se controla. Ele é selvagem e corre livre!

Sentimos um misto de frio e de calor. As pernas tremem. «As borboletas» entram em alvoroço. Parece que estamos anestesiados. É uma vontade louca de ficar ali, próximo da pessoa amada.

Amor, um sentimento não traduzível em palavras, que atinge uma proporção desmesurada que, por vezes, achamos não caber no coração.

O amor não é só sentimentos. É também atitudes. Para viver o amor é necessário muita calma e coragem, porque na vida nem tudo depende de uma só pessoa.

O amor domina-nos. Por vezes, destrói-nos por dentro, faz-nos mergulhar na dor, aloja-se no coração para ficar, mesmo quando lutamos contra ele.

Amor magoa, causa dor… Mas é também amizade, felicidade, confiança, segurança…

O amor repara velhas feriadas, faz-nos sorrir, torna-nos ciumentos, lamechas, felizes…

Ah, o amor… Amor é uma faca de dois gumes!

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TERESA SOUSA, a sonhadora
Chamam-lhe Té. Tem 30 anos e é apaixonada por música, literatura e por longos passeios à beira-mar. É sonhadora, emotiva e uma romântica incurável. O que sente é exatamente aquilo que diz. E o que diz é exatamente aquilo que sente. E, na escrita, acontece o mesmo. Fala e escreve com o coração — e, por vezes, o coração diz tanto.