Não existe o homem perfeito

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Fotografia © Teresa Sousa | Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Teresa Sousa | Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Acho que todas as mulheres, em algum momento da vida, ficam iludidas com a ideia de um príncipe encantado.

Mas como seria esse príncipe?

Todas nós temos visões diferentes da perfeição. Para algumas pessoas, o homem perfeito é aquele que é carinhoso, sabe cativar, tem um pouco de mistério, abre a porta do carro, pega no colo… Um verdadeiro gentleman.

Mas os galanteios e o romantismo, só por si, não fazem de uma pessoa a pessoa perfeita.

Ai, os contos de fadas, criando mil ilusões em nossas cabeças, fazendo-nos acreditar no príncipe encantado, que chega num cavalo branco e nos salva das garras do dragão, da carência, fazendo o «felizes para sempre» acontecer.

Por vezes, perdemo-nos nos nossos castelos de ilusões sentimentais, a partir do momento em que idealizamos demais o outro, quando desejamos que ele seja o príncipe/princesa que tanto esperávamos que chegasse para nos salvar.

Os príncipes encantados e os amores eternos perfeitos, provavelmente, só existem nos contos de fada. O The End deles acontece sempre após o casamento e, até hoje, nunca ninguém se atreveu a contar a história depois disso…

Não existe perfeição! O mundo não é um conto de fadas! Os relacionamentos envolvem pessoas imperfeitas.

O objetivo não deve ser encontrar o homem/mulher perfeito(a), mas sim aquele que, mesmo sabendo que não somos a princesa dos contos de fada, nos trate como tal. Que seja um parceiro de caminhada, sabendo conduzir a relação não como uma história com a pretensão de um «foram felizes para sempre». Mas com todos os esforços para a fazer verdadeiramente feliz, enquanto durar.

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TERESA SOUSA, a sonhadora
Chamam-lhe Té. Tem 30 anos e é apaixonada por música, literatura e por longos passeios à beira-mar. É sonhadora, emotiva e uma romântica incurável. O que sente é exatamente aquilo que diz. E o que diz é exatamente aquilo que sente. E, na escrita, acontece o mesmo. Fala e escreve com o coração — e, por vezes, o coração diz tanto.