Que dizer…?

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Design © Laura Almeida Azevedo
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Que dizer sobre o que sinto? Que dizer sobre o que quero? Que dizer sobre o que gosto, de quem gosto, porque gosto? Que dizer sobre a saudade? Que dizer sobre a lágrima que cai? Que dizer sobre quem não fica? Que dizer sobre mim, sobre ti, sobre alguém que em tempos conheci?

Tenho pouco a dizer. No entanto e infelizmente, sinto muito mais do que digo ou mostro. Em tempos gostei de gostar, deixei que gostassem. Aceitei que gostar também faz doer, porque no fundo «gostamos do mesmo!»

Hoje, tento viver com o que ficou. Tento sobreviver com os cacos que o tempo não esmagou. Tento aguentar outro dia, gostando de mim. Hoje, sei, também porque aprendi, que há sentimentos verdadeiros, há quem seja feliz, há quem ame, há finais felizes como nas histórias. E eu estou à espera do meu! Espero que não demore, mesmo que não chegue num cavalo branco, até porque a princesa existe. Mas só para o pai.

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ANDREIA DE CASTRO, a princesa
Se fosse o seu pai, dir-nos-ia: «A Andreia é uma princesa... Só ainda não sabe que o é.» E, para ele, isto definiria tudo. Porque a Andreia é amor. Amor pelos outros, mas não tanto por ela própria. Porque a Andreia é família: vive para e por eles. Porque a Andreia é o sorriso, a lágrima, o vento, o sol, o silêncio, o mar e o céu sem limite. E, além de tudo disto, a Andreia é ainda solitária, viajada, artista, insegura, auto crítica, beijoqueira. É a princesa que o pai sempre quis ter. E que, até ao parto, esperavam que fosse um menino... Mas a Andreia, porque também é sentido de humor, enganou tudo e todos. E não se limitou a nascer menina. Nasceu princesa.