
Aqui, em frente ao mar, em silêncio, penso em ti. Sem nada dizer, nem nada ouvir. Apenas a sentir. Vejo o voo das gaivotas e penso como é bom os nossos sentimentos voarem livres, sem amarras nem âncoras para os deter.
Não escolhemos de quem muito gostamos nem muito menos de quem amamos. Ainda bem que assim é, pois assim são sentimentos puros. Não estão contaminados pelas coisas maliciosas e maldosas que nos rodeiam.
Como é delicioso ouvir as ondas que desmaiam na areia, como se de um canto de sereias se tratassem! Maravilhosa esta sensação de ouvir a tua voz neste murmurar.
Abandono este chão e parto no meu voo em tua direção, meu anjo. Voo livre, seguindo a tua luz, pois és o meu caminho. Como é gracioso sentir a tua mão esticada para me acolheres!
Sinto-me protegido, sentindo o teu toque.
Sinto-me completo, sentindo o teu cheiro.
Voo em direção ao horizonte, onde o sol beija o mar e os seus raios abraçam as gaivotas, que voam aleatoriamente neste céu.
Como é bom sentir o calor dos seus raios a banharem o meu corpo e a aquecerem a minha alma!
O silêncio completa-nos. Por vezes, é o melhor discurso que podemos ter. É o nosso interior a gritar, o nosso ser a manifestar-se, a fazer-se sentir e ouvir.
Falar em silêncio é o melhor discurso, é ouvir a nossa própria voz, é ouvir-te!
Adoro falar em silêncio, onde a minha ouvinte é a minha alma e onde o meu coração descansa e se completa, com os sentimentos que vou roubando e recebendo no dia a dia.
O silêncio é a profundidade da nossa alma!




