Ao som da música

464
Fotografia © Andreia de Castro | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Andreia de Castro | Design © Laura Almeida Azevedo

E aqui estou eu a recomeçar, como me pediste e como te disse que ia fazer!

A vida tem-me ensinado muito. Tem sido, diria até, um pouco dura comigo.

Tenho-me agarrado ao pouco que me resta. E tento ser alguém do qual, um dia, te vais orgulhar, ao vencer os meus medos e arriscar sem receios.

Vivo do pouco que tenho e do que conquisto. Vivo ligada ao mundo. Vivo conectada ao que me rodeia: ao vento, ao mar, ao sol, ao ar, à chuva, à areia, ao céu, à natureza, ao som, às nuvens, à terra, à lua, à música, ao bater do coração e a tantas outras coisas que, por vezes, não sei identificar o que são, mas sinto…

A música tem sido o meu fio condutor. Em qualquer circunstância, consigo facilmente refugiar-me e manifestar-me através da música. A música alimenta-me, de forma tão simples, como o ar que respiramos. Gravo alguns sons em mim, até hoje, e reproduzo-os na minha memória para mais tarde recordar.

Porque, por fora, sou pedra. Mas, por dentro, sou gelo num lindo dia de sol.

Respiro música livremente, porque aprendi que a liberdade é muito mais do que dar asas a alguém.

Liberdade é poder confiar em mim própria, no meu valor. E poder dizer que sou mais do que aquilo que dizem ou pensam a meu respeito. Liberdade é poder escolher a música que se quer ouvir, sentir, uma qualquer entre as milhares que existem e que ainda podem ser criadas…

E, no fim, poder escolher só uma. E encontrar alguém que a ouça e que goste dela tanto como eu.

Comments

comments

PARTILHAR
Artigo anteriorQueria-te aqui
Próximo artigoEra um pão com sotaque, se faz favor
ANDREIA DE CASTRO, a princesa
Se fosse o seu pai, dir-nos-ia: «A Andreia é uma princesa... Só ainda não sabe que o é.» E, para ele, isto definiria tudo. Porque a Andreia é amor. Amor pelos outros, mas não tanto por ela própria. Porque a Andreia é família: vive para e por eles. Porque a Andreia é o sorriso, a lágrima, o vento, o sol, o silêncio, o mar e o céu sem limite. E, além de tudo disto, a Andreia é ainda solitária, viajada, artista, insegura, auto crítica, beijoqueira. É a princesa que o pai sempre quis ter. E que, até ao parto, esperavam que fosse um menino... Mas a Andreia, porque também é sentido de humor, enganou tudo e todos. E não se limitou a nascer menina. Nasceu princesa.