
E aqui estou eu a recomeçar, como me pediste e como te disse que ia fazer!
A vida tem-me ensinado muito. Tem sido, diria até, um pouco dura comigo.
Tenho-me agarrado ao pouco que me resta. E tento ser alguém do qual, um dia, te vais orgulhar, ao vencer os meus medos e arriscar sem receios.
Vivo do pouco que tenho e do que conquisto. Vivo ligada ao mundo. Vivo conectada ao que me rodeia: ao vento, ao mar, ao sol, ao ar, à chuva, à areia, ao céu, à natureza, ao som, às nuvens, à terra, à lua, à música, ao bater do coração e a tantas outras coisas que, por vezes, não sei identificar o que são, mas sinto…
A música tem sido o meu fio condutor. Em qualquer circunstância, consigo facilmente refugiar-me e manifestar-me através da música. A música alimenta-me, de forma tão simples, como o ar que respiramos. Gravo alguns sons em mim, até hoje, e reproduzo-os na minha memória para mais tarde recordar.
Porque, por fora, sou pedra. Mas, por dentro, sou gelo num lindo dia de sol.
Respiro música livremente, porque aprendi que a liberdade é muito mais do que dar asas a alguém.
Liberdade é poder confiar em mim própria, no meu valor. E poder dizer que sou mais do que aquilo que dizem ou pensam a meu respeito. Liberdade é poder escolher a música que se quer ouvir, sentir, uma qualquer entre as milhares que existem e que ainda podem ser criadas…
E, no fim, poder escolher só uma. E encontrar alguém que a ouça e que goste dela tanto como eu.




