Quando olhas para mim, o que vês?

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Fotografia © Jordan Sanchez | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Jordan Sanchez | Design © Laura Almeida Azevedo

Ninguém sabe o que sinto.

Quando olhas para mim, o que vês? Uma pessoa sorridente ou carrancuda? Uma pessoa alegre ou desanimada? Uma pessoa feliz ou infeliz? O que vês? Diz-me.

O que realmente sou? Isso ninguém sabe.

Houve uma época em que aquilo que mostrava era aquilo que sentia.

E agora? Agora o mundo ensinou-me que não posso demonstrar aquilo que sou e sinto.

Aquilo que sinto não é aceitável. Não tem razão de ser. Aquilo que sinto não faz sentido. É incompreensível. Aquilo que penso não passa de uma tamanha parvoíce.

Tenho tudo e, ao mesmo tempo, não tenho nada.

Os meus pensamentos gritam. Gritam de frustração. Gritam de revolta. São gritos silenciosos. Ninguém os ouve além de mim.

Será que devia expor os meus pensamentos? Talvez sim. Talvez não. Mas será que vale a pena?

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NÁDIA BENTO, a menina de Cascais
Tem 24 anos e nasceu em Cascais. Lembra-se de começar a gostar de escrever depois de ler o primeiro livro do Harry Potter: no final da leitura, meteu as mãos à obra e escreveu um resumo da história do livro — e das outras seis dos restantes livros. Paixões: fotografia, viajar. Um dia, gostava de escrever um livro de literatura juvenil. «É o que mais gosto de ler», diz.