A vida não são só dois dias

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Fotografia © Ryan McGuire | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Ryan McGuire | Design © Laura Almeida Azevedo

A atualidade remete-nos para uma realidade assustadora.

Isto faz-se ver cada vez mais nas notícias, nas redes sociais e até nas ruas. Adolescentes são expostos, embebedam-se, mostram o corpo…

Isto é moderno? É viver?

Obviamente que não! A responsabilidade é desta sociedade que acha imensa graça em fazer coisas insanas.

Mas, como sempre, o ser humano necessita transferir culpas e encontrar motivos novos a cada dia, quando o único motivo real está diante dos nossos olhos: Falta de limites!

O «não» é necessário nos momentos certos. Não por maldade ou castigo, mas sim para fazer ver quem manda, que para tudo na vida há limites.

E o respeito onde fica? Respeitar não é só dizer «senhor», nem pedir «por favor» ou desculpa. Respeito representa também sabermos olhar à nossa volta e não infringir as leis, ou as ordens que nos dão, sem balbuciar, sem levantar porquês. É ser perspicaz e diferente. Não seguir a maré, porque é nesses momentos que, por vezes, se perdem vidas.

Dizem por aí que é com os erros que se aprende. E eu concordo, porque nós aprendemos, sim, com os erros. Mas não é necessário colocar as mãos no fogo para saber que queima. É?

A vida não são só dois dias. Há tempo para tudo!

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TERESA SOUSA, a sonhadora
Chamam-lhe Té. Tem 30 anos e é apaixonada por música, literatura e por longos passeios à beira-mar. É sonhadora, emotiva e uma romântica incurável. O que sente é exatamente aquilo que diz. E o que diz é exatamente aquilo que sente. E, na escrita, acontece o mesmo. Fala e escreve com o coração — e, por vezes, o coração diz tanto.