Como se recomeça sem deixar cair a coroa?

Dedicado ao meu pai

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Fotografia © Andreia de Castro | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Andreia de Castro | Design © Laura Almeida Azevedo

Renascer. Hoje, dois anos depois…

Sinto-me a renascer das cinzas, a começar do zero, a obrigar-me a levantar a cabeça para não cair a coroa, que está lá, eu sei. Só já não a sinto.

«E agora, princesa? O que vais fazer? Qual é o próximo passo? Como se recomeça? Como se recomeça sem deixar cair a coroa?», pergunto-te eu.

Por momentos, paraliso, enfraqueço, choro, perco o chão, o norte, a vontade de viver e de passar mais um dia neste buraco, sem fundo, que insiste em ficar.

Olho para mim, para o meu eu refletido no espelho e não me vejo… Fico com dúvidas se serei realmente eu quem ali está. No entanto, não posso ter mudado assim tanto. E, afinal, foste tu quem me ajudou a ser quem sou.

Luzes,
Câmara,
Ação…

Que recomece a minha vida, seja como ou quando for, estejas tu onde estiveres!

Princesas existem nas histórias e esta é a minha vida, a minha realidade… E eu sempre fui a tua princesa. E tu sempre me fizeste acreditar que o sou.

O dia 2 de junho dói em mim. Vai sempre doer… Mas lembrar-me de ti não dói. Preenche o meu peito. Ilumina a minha alma. Alimenta o meu ser!

Estou a recomeçar, sim. Por mim e, claro, principalmente por ti!

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ANDREIA DE CASTRO, a princesa
Se fosse o seu pai, dir-nos-ia: «A Andreia é uma princesa... Só ainda não sabe que o é.» E, para ele, isto definiria tudo. Porque a Andreia é amor. Amor pelos outros, mas não tanto por ela própria. Porque a Andreia é família: vive para e por eles. Porque a Andreia é o sorriso, a lágrima, o vento, o sol, o silêncio, o mar e o céu sem limite. E, além de tudo disto, a Andreia é ainda solitária, viajada, artista, insegura, auto crítica, beijoqueira. É a princesa que o pai sempre quis ter. E que, até ao parto, esperavam que fosse um menino... Mas a Andreia, porque também é sentido de humor, enganou tudo e todos. E não se limitou a nascer menina. Nasceu princesa.