
Olhaste para mim e sorriste. Retribuí. Passaste a piscar o olho também. E eu retribuí. Eu não queria. Não estava preparada. Nem tão pouco estava à espera de ti. Que aparecesses neste momento da minha vida. Deixei-te entrar. Trocámos bilhetes. Mandámos mensagens. Falámos ao telefone. Encontrámo-nos. Passeámos. Brincámos. Trocámos sorrisos e olhares. Foi tudo muito rápido. Intenso. Um sonho tornado realidade.
Acabas as minhas frases. Digo as palavras que estás a pensar. Conheço-te bem. E tu a mim. Sabes o que me dizer. E eu a ti. As palavras não falham. Foram feitas para ambos. Para dizermos um ao outro. De maneira perfeita, como nunca ninguém o disse ou fez. Olhos nos olhos, o silêncio que, por vezes, diz mais do que mil palavras. O mistério da tua pessoa que consegui desvendar apenas ao olhar para ti. A tua atenção. A tua ternura. A tua amizade e, acima de tudo, o teu respeito e confiança.
Foi preciso regressar a Portugal para te encontrar. Deste-me um novo alento. Trouxeste-me luz e tranquilidade. Cumpre o teu fado e vem ter comigo de vez. Estou à tua espera. Corre para mim. Despacha-te. Quero-te!




