Podemos permanecer no sonho?

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Fotografia © Nádia Bento | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Nádia Bento | Design © Laura Almeida Azevedo

Eu tive um sonho. E tu estavas comigo.

Não sei onde, nem porquê. Tudo o resto parece indefinido.

Só sei que estavas comigo e estávamos felizes. Estávamos a rir. Não apenas a sorrir. Ríamos às gargalhadas, como duas crianças que acabam de fazer uma traquinice e se riem de orgulho delas próprias, na esperança de que os pais não descubram o que elas fizeram. As nossas gargalhadas eram genuínas, espontâneas…

Estávamos super felizes, olhávamos um para o outro e isso só nos dava mais alegria.

Num momento, estávamos frente a frente e, no seguinte, abraçados. Tu abraçavas-me com força e eu desejava que aquele momento nunca terminasse. Eu segurava a tua cara, entre as minhas mãos, e tu olhavas-me intensamente nos olhos.

O meu maior desejo concretizou-se. Ouvi «eu escolho-te a ti» e isso encheu-me o coração. Chorei de felicidade e o meu sorriso adquiriu um novo significado. «Ele escolhe-me a mim. Eu sou importante. Eu faço-o feliz», pensava.

Podemos permanecer no sonho?

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NÁDIA BENTO, a menina de Cascais
Tem 24 anos e nasceu em Cascais. Lembra-se de começar a gostar de escrever depois de ler o primeiro livro do Harry Potter: no final da leitura, meteu as mãos à obra e escreveu um resumo da história do livro — e das outras seis dos restantes livros. Paixões: fotografia, viajar. Um dia, gostava de escrever um livro de literatura juvenil. «É o que mais gosto de ler», diz.