
Um dia, encontrei-me com o teu sorriso. Andava distraído pela vida, quando tropecei nele. Era um sorriso tímido. Daqueles difíceis de arrancar e de encontrar. Raro.
Quando me sorriste, fiquei estupefacto: como é possível nunca ter reparado? Nunca te tinha visto sorrir, carrancuda como sempre foste. Olhavas-me com olhos curiosos e meigos. Eu estava espantado: como é possível?
Baixaste os olhos, abrindo uma covinha na face e exibindo o teu sorriso.
E foi, então, que me apaixonei.




