O teu sorriso

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Design © Laura Almeida Azevedo
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Um dia, encontrei-me com o teu sorriso. Andava distraído pela vida, quando tropecei nele. Era um sorriso tímido. Daqueles difíceis de arrancar e de encontrar. Raro.

Quando me sorriste, fiquei estupefacto: como é possível nunca ter reparado? Nunca te tinha visto sorrir, carrancuda como sempre foste. Olhavas-me com olhos curiosos e meigos. Eu estava espantado: como é possível?

Baixaste os olhos, abrindo uma covinha na face e exibindo o teu sorriso.

E foi, então, que me apaixonei.

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CARLOS DINIZ, o idealista
É informático, mas as letras também o assistem. Adora ler. Lá porque esta é a sua primeira experiência na escrita, não se deixa intimidar. Os desafios são para isso mesmo. Amante do que é natural, aprecia as coisas boas da vida. Acredita que «os sonhos comandam a vida» — e, aqui entre nós, comandam mesmo.