Dizem que se chama fé

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Fotografia © Anabela Mata | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Anabela Mata | Design © Laura Almeida Azevedo

Acredito na vida e ainda bem. Acredito no amor e ainda bem. Acredito nas pessoas e ainda bem. Acredito em mim e ainda bem.

Teimo em acreditar. Teimo em manter-me à tona mesmo nos dias em que as ondas são gigantes, maiores do que eu, e me tentam levar para onde não tenho pé. O mar sempre acaba por me dar motivos para me manter à tona. Nenhuma onda é suficientemente grande que não possa ser surfada.

Teimo em aprender com histórias que, para muitos, são escritas numa língua que não reconhecem. Busco, dentro de mim, um dicionário que me ajuda a decifrar, que me ajuda a ler nas entrelinhas e a encontrar significado em cada palavra.

Teimo em amar. Amo sempre com vontade, uma vontade tão forte como a que me move os sonhos. Sonho que as pessoas, um dia, serão amor. Sonho que as pessoas, um dia, deixarão de ser meros passageiros estranhos para se tornarem companheiros de viagem.

Teimo em procurar, dentro de mim, a luz. Há sempre uma luz escondida no mais fundo de nós. Procuro-a nos momentos em que as luzes cá fora se apagam. Procuro-a como quem busca um tesouro, desenhado num mapa que me foi entregue à nascença. Acredito que o melhor de mim ainda está por encontrar.

Teimo em querer encher de sol os meus dias. E o sol nasce todos os dias. Nenhuma sombra dura para sempre. Nenhuma escuridão é forte o suficiente para apagar a mais brilhante luz. Encho de sol os meus dias, porque é de luz que se faz o meu coração.

Teimo em renascer como a Fénix. Não há cinza que não se transforme, dentro de mim, novamente em chama. E, de cada vez que renasço, é como se voltasse a ser criança e todo o tempo do mundo voltasse a ser meu.

Acredito… porque acreditar é aquilo que me faz teimar em ser. E fui, sou e serei sempre a mais teimosa das criaturas, em busca daquilo que é realmente importante: viver!

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ANABELA MATA, a bella
Ela é uma mulher ativa, vegetariana e adepta da vida saudável. Por isso, adora cozinhar, dançar, viajar e, sim, escrever — para ginasticar as emoções. Escreve com o coração: esse, que sente, ama, sofre, é feliz. Adora sorrir. Quase se poderia dizer que ela é a Bella porque é assim que vê a vida.