Como se desiste de quem mais amamos?

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Fotografia © Nádia Bento | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Nádia Bento | Design © Laura Almeida Azevedo

Como é que se decide que se deve desistir?

E até que ponto é que vale a pena insistir?

Quem me dera que a vida viesse com um manual de instruções.

Qual é o limite? Qual é o limite para se amar uma pessoa? Existe limite? Eu sempre pensei que no amor não existissem limites. Sempre acreditei que, tal como nos filmes românticos, não existissem limites, quando se ama alguém, e que o amor seria capaz de qualquer coisa.

Parte de mim ainda acredita. E a outra parte?

Essa já não tem a certeza. Se o «amor conquista tudo», por que existe tanto sofrimento associado? O amor não é fácil. Nunca foi. Nem para Romeu e Julieta foi. Embora exista pessoas afortunadas nesse aspecto, para a maioria dos comuns mortais não é fácil… Mas será que há um limite para o sofrimento por amor? Tem de haver, apesar de eu não fazer ideia de qual seja. Mas quem me dera saber.

Como é que se consegue desistir da pessoa que mais amamos? Como é que se consegue desistir daquilo que nos torna a pessoa que somos? Como é que se consegue desistir da pessoa que nos dá mais alegrias? Como é que a palavra desistir pode sequer surgir na nossa mente? Desistir. Desistir. Desistir.

Há muitas coisas sobre as quais não tenho certeza. Mas uma coisa eu sei. Eu não sou uma desistente.

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NÁDIA BENTO, a menina de Cascais
Tem 24 anos e nasceu em Cascais. Lembra-se de começar a gostar de escrever depois de ler o primeiro livro do Harry Potter: no final da leitura, meteu as mãos à obra e escreveu um resumo da história do livro — e das outras seis dos restantes livros. Paixões: fotografia, viajar. Um dia, gostava de escrever um livro de literatura juvenil. «É o que mais gosto de ler», diz.