És a tua maior força

Fotografia © Beatriz Rodrigues da Branca | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Beatriz Rodrigues da Branca | Design © Laura Almeida Azevedo

Questiona-te. Não sobre o que é, mas sobre o que pode ser. Mas questiona-te a ti – és tu quem tem as respostas que tanto procuras. Não faças muitas perguntas à vida, até porque ela poderá não saber responder. O mais provável é que te responda com uma outra questão, para que sejas tu a dar por ti mesmo a resposta – ou então para que continues nessa tua ignorância.

Procura as respostas em ti: elas estão todas lá. Não as procures nos outros, igualmente – mas em ti, só tu as possuis. Ouve o que os outros têm para te dizer. Sim, podes fazê-lo. Mas escuta o teu coração. As suas respostas são as mais fiéis que poderás obter, mesmo quando ele for a parte mais frágil de ti.

Confia em ti. Naquilo que és, naquilo que sabes. És a tua maior fonte. E a tua maior força. Poderás não sabê-lo já, mas isso virá com o tempo. Um dia, a vida, essa mesma a quem perguntas, insistentemente, o desfecho da tua história, decidirá pôr-te à prova. Aí terás as tuas respostas, emergindo do local onde bem cravadas se encontravam na mais profunda essência do teu ser. Serás tu a entregá-las a ti mesmo, provando a imensa força que interiormente possuis. Até lá, talvez nem saibas da sua existência.

A partir daí, terás duas opções: dar a mão às tuas fraquezas, deixando que te consumam, apoderando-se de ti, ou enaltecer as tuas forças, que firmemente te segurarão para que a vida, essa controversa amiga, te possa levar nos braços até ao próximo abanão.

Comments

comments

PARTILHAR
Artigo anteriorManifesto: direito ao amor (recíproco)
Próximo artigoDia mundial sem tabaco (até 25 de maio)
BEATRIZ RODRIGUES DA BRANCA, a controversa
Tem 19 anos e o mundo é ainda tão grande. Aspirante a farmacêutica, «um dia, talvez seja escritora também», diz. Ama os livros, o café, as ciências e as letras. Acredita que podemos ser o que quisermos — e podemos. Está aqui porque aceitou este desafio: superar-se a si própria.