Acredito

Quando me beijas com a doçura de quem me quer por perto

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Fotografia © Catarina Andrade | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Catarina Andrade | Design © Laura Almeida Azevedo

Acredito que alguns momentos nos podem trazer toda a paz de que precisamos. Acredito que o teu abraço me tira o chão, uma parte da minha razão e me tira a vontade de tentar fazer as coisas como devem ser. Mas, no meio desse turbilhão de emoções que é ter-te sempre comigo, sinto uma paz que não me lembro de sentir antes.

É uma paz que começa (sempre) com um alvoroço: quando sei que estás por perto, quando sei que faltam apenas alguns momentos para olhar nos teus olhos e te abraçar, o meu coração deixa de saber o que fazer — ora para de repente e fico sem saber como respirar, ora começa a bater cada vez mais depressa, como se tivesse acabado de correr uma maratona.

E, depois, vem a paz — ou o que quer que seja – de saber que me devolves o abraço com a mesma vontade e que olhas para mim como se não tivesse passado um segundo sequer desde a última vez. Vem a paz por saber que também tiveste saudades – que também tens saudades minhas, todos os dias, e que pensas em mim — e que estavas tão ansioso, como eu, pelo reencontro, por aquele abraço e aquele olhar que valem mais do que mil palavras.

Aprendi contigo a gostar ainda mais da linguagem não verbal, desta ideia de olhar para ti, sem dizer nada, e saber que sabes exatamente o que me passa pela cabeça — e pelo coração. Aprendi que gostar (tanto, mas tanto) de ti, como gosto, não é fácil de gerir em meia dúzia de palavras. É um bocadinho mais fácil geri-lo com o meu sorriso, quando não tiras os olhos de mim; com o meu abraço, quando me abraças tão fortemente, e com um beijo, quando me beijas com a doçura de quem me quer por perto.

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CATARINA ANDRADE, a psicóloga a bordo
Tem 27 anos. É psicóloga de formação e assistente de bordo de profissão. Sempre gostou de escrever e, se lhe perguntarem, não se lembra de quando o começou a fazer. Como sempre foi muito crítica para consigo própria, deitava fora quase tudo o que escrevia. Agora, vai-se deixar disso. É este o desafio.