O ciúme é fel

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Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Teresa Sousa | Design © Laura Almeida Azevedo

Os rumos mudam-se de acordo com a nossa vontade. E o relógio só bate a meia noite quando já não há volta a dar, quando já passou o tempo certo e todas as oportunidades.

Há facetas nossas que podemos limar antes da meia noite: defeitos, exigências, desconfianças…

Antes da meia noite, há tempo para a reestruturação das nossas vidas, para as escolhas mais arrojadas… Antes das doze badaladas, há tempo para fazer da meia noite um novo dia e um novo começo. Não um final.

Mas, se o amor é mel, o ciúme é fel.

Por isso, desaparecemos um do outro. Deixámos de nos lembrar dos dias doces.

Lembro-me de todas as vezes em que tentei acreditar que éramos os melhores juntos. Mas esta tentativa inútil — de tentar ludibriar aquilo que já era óbvio há tanto tempo — só me ajudou a virar a página.

Livro-me, assim, de tudo o que restava. Enterro, aqui, todas as memórias.

Agora? É hora de seguir em frente!

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TERESA SOUSA, a sonhadora
Chamam-lhe Té. Tem 30 anos e é apaixonada por música, literatura e por longos passeios à beira-mar. É sonhadora, emotiva e uma romântica incurável. O que sente é exatamente aquilo que diz. E o que diz é exatamente aquilo que sente. E, na escrita, acontece o mesmo. Fala e escreve com o coração — e, por vezes, o coração diz tanto.