A última valsa

1123
Fotografia © Anabela Mata | Design © Laura Almeida Azevedo
Fotografia © Anabela Mata | Design © Laura Almeida Azevedo

Hoje, percorro-te a pele centímetro a centímetro. Hoje, agarro-me a ti até que o nosso cheiro seja um só. Hoje, lambo-te cada gota de suor, como se fosses a única fonte do deserto. Hoje, como-te com beijos, como se fosses a minha ultima refeição. Hoje, gravo-te em mim de olhos fechados: os gemidos de prazer, os sussurros, a respiração, cada pormenor de ti. Hoje, olho-te nos olhos, enquanto os nossos corpos dançam a última valsa. Hoje, penetras-me o corpo até à alma. Quando lá chegares, para! É aí que vamos ficar, agarrados, a descansar deste orgasmo da vida… É aí que este amor vai ficar. Porque este nunca foi um amor do corpo. Foi sempre um amor da alma!

Devolvo-te o corpo em troca da alma. Aqui está uma boa definição do amor. Não sei se alguém já o disse, mas sei que nós já o vivemos!

Danças comigo a última valsa?

Comments

comments

PARTILHAR
Artigo anteriorPorto seguro
Próximo artigoGosto de emoções sinceras
ANABELA MATA, a bella
Ela é uma mulher ativa, vegetariana e adepta da vida saudável. Por isso, adora cozinhar, dançar, viajar e, sim, escrever — para ginasticar as emoções. Escreve com o coração: esse, que sente, ama, sofre, é feliz. Adora sorrir. Quase se poderia dizer que ela é a Bella porque é assim que vê a vida.