
Um dia, uma menina acreditou que era tímida, frágil e insegura. Acreditou que não sabia o que queria e gostava, e que não se imaginava a construir algo sozinha. Acreditou que precisaria sempre de alguém para ser feliz e para se sentir realizada. Acreditou que não seria capaz e só conhecia o medo.
Mas, um dia, a menina acordou e perguntou-se: Porque não acreditas em ti? Então, como o bebé que dá os primeiros passos e cai e levanta-se várias vezes, a menina começou a perceber que afinal era possível. Que era possível ter sonhos e trabalhar para os realizar. Que era possível construir algo e deixar a sua marca, se a isso se propusesse. Que havia todo um mundo lá fora para descobrir, conhecendo novas pessoas e tendo experiências incríveis, assim se permitisse sair da sua zona de conforto. Que era possível viajar, conhecer lugares distantes e mágicos, e regressar uma pessoa diferente, mais rica. Acreditou que tudo era possível, assim ela quisesse.
E foi assim que, um dia, a menina acreditou nela mesma. Percebeu que era no seu coração e na sua alma que residiam a força e a coragem de que ela precisava. Elas tinham estado sempre lá, mas estavam adormecidas. E percebeu que, no final, só dependia de uma única pessoa para ser feliz: ela mesma.
A menina continuou a cair e a levantar-se vezes sem conta. Mas ela, agora, acredita. E, quando assim é, a magia acontece, porque o mundo é daqueles que acreditam.




