
Sentada nesta esplanada, sinto a brisa do mar a refrescar-me o corpo e a alma. Ao fundo, vejo uma mãe a embalar o filho.
Há, naquele embalo, a imensidão de um amor indestrutível. Uma tentativa de proteção deste mundo traiçoeiro. Um receio infinito de que aquele ser, tão frágil, tão débil, se magoe, chore, sofra.
O amor é assim. É um bem-querer superior ao simples querer. É uma batalha eterna em busca da felicidade. Não para nós. Para o outro. Num amor assim, o outro importa mais.
Naquele embalo, ao som das ondas do mar, ao toque da brisa fresca, à luz do sol de agosto, há uma mãe que lê um livro na ânsia de que estejam ali as respostas de que precisa. Como educar, como tratar, como fazer feliz. E há um filho sem noção da realidade, mas genuíno.
Ao fundo, vejo amor. E só quem viveu um amor assim sabe a dor de o perder.




